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Do papiro ao e-book [parte 3]

6 de maio de 2012

Desde que criei o blog eu tinha vontade de escrever sobre esse tipo de coisa, pois nunca tinha visto em outro blog. Então desde fevereiro eu faço um post por mês para falar um pouco sobre o surgimento da escrita e as fases até o livro tomar a forma que o conhecemos hoje.
Foi realmente difícil fazer os posts, por diversos motivos. Tanto para encontrar conteúdo, inclusive meu computador ficou com vírus durante uma das pesquisas que fiz e foi esse o motivo para não ter todos os links de onde peguei informações do 2º post, mas principalmente escrever um assunto que não vejo em outros blogs e por essa razão eu não tinha ideia de como as pessoas reagiriam.
Só foram feitos quatro posts devido aos comentários que recebi, onde percebi que as pessoas gostaram e principalmente, aprenderam. Apesar de não ter agradecido em nenhum outro post, estava esperando especialmente este, fica aqui o meu agradecimento a todos que leem o que eu tenho a dizer e fico feliz em saber que alguma dessas coisas tenham sido útil e/ou interessante para vocês.
Esse será o último post sobre a "evolução" do livro. As três primeiras partes podem ser lidas aqui: Mais que rabiscos, Do papiro ao e-book [parte 1] e Do papiro ao e-book [parte 2].


Idade Contemporânea

Cada vez mais aparece a informação não-linear, seja por meio dos jornais ou da enciclopédia. Novas mídias acabam influenciando e relacionando-se com a indústria editoral: os registros sonoros, a fotografia e o cinema.
O acabamento dos livros sofre grandes avanços, surgindo as edições de luxo.

- Atualmente, a Bíblia é o livro mais vendido do mundo.


Livro eletrônico (e-book)

O livro deve ser composto de um grupo de páginas encadernadas e ser portável. Entretanto, mesmo não obedecendo a essas características, surgiu no final do século XX o livro eletrônico. Ainda é cedo para dizer se o livro eletrônico é um continuador do livro típico ou uma variante, mas como mídia ele vem ganhando espaço, o que de certo modo amedronta os amantes do livro típico, os bibliófilos*.
Existem livros eletrônicos disponíveis tanto para computadores de mesa quanto para computadores de mão. Uma dificuldade que o livro eletrônico encontra é que a leitura num suporte de papel é cerca de 1,2 vez mais rápida do que em um suporte eletrônico.


Eu não tenho absolutamente nada contra quem os lê e ainda menos com quem não gosta deles. Eu os leio sim, e apesar de preferir ter o livro em minhas mãos, folhear as páginas, olhar a capa e a diagramação, sentir o cheiro, ver suas páginas amarelarem ao longo dos anos, eu não dispenso um e-book. Simples, não acho que um seja pior do que o outro e sim que cada um tem seus prós e contras e principalmente, eles tem a mesma finalidade, que é o de contar uma história, conhecimentos ou experiências.
Às vezes eu leio uns comentários que mais parecem desprezo a quem lê ou gosta dos dito cujos. Oras, por que ambos não podem ser bons? Por que ter de escolher entre um deles?
Além do mais, não acredito que o livro vá deixar de existir, caso esse seja o "medo" das pessoas que não gostam de livros eletrônicos, pelo menos não por enquanto. Como eu mostrei nesses quatro posts, o livro demorou muito, foram mais de 4 mil anos, para ser do jeito que o conhecemos hoje. Não se preocupem, quando o livro for raro o bastante para ser exposto em museus, provavelmente já estaremos todos mortos.

A única coisa que falta é o bom senso, pois quem em sã consciência comprará um livro virtual pelo preço de um livro de papel? E sim, já cansei de vê-los serem vendidos por uma diferença pequena de preço. Ou talvez isso não seja falta de bom senso, mas sim o medo de perder os compradores de livros. Depois reclamam de "pirataria", mas isso já é assunto para um outro post.

Não escrevi esse post para convencer alguém a aderir aos e-books. Eu leio vários, mas ainda assim prefiro os bons e velhos livros, só gostaria que as pessoas pensassem um pouco antes de sair por aí discursando de um jeito como se um e-book fosse uma ideia estúpida e desprezível.
Se os povos antigos não tivessem dado oportunidade às novas formas de divulgar ideias, ideais e experiências, nenhum de nós leria livro algum, a não ser que alguém fosse um monge copista ou talvez um nobre.

Qual é a ideia de vocês sobre incentivar a leitura? Se resume apenas a ler livros de papel ou que as pessoas parem nem que seja um minuto de suas vidas para ler uma história?


*Eu já tinha pesquisado o que é exatamente um bibliófilo, mas não vou explicar aqui, pois ontem a Luana fez um ótimo post falando exatamente sobre isso.

Ah, em uma das pesquisas que fiz, vi uma imagem muito legal que também fala sobre a evolução do livro, mas não a coloquei aqui porque ela está em inglês e eu não tive tempo para traduzir. Então caso sinta vontade de ver, o link é este aqui: Best Colleges Online

Fonte: Wikipédia

Do papiro ao e-book [parte 2]

2 de abril de 2012

Mais um post sobre a "evolução" do livro, onde eu comecei com esse post, contando sobre o surgimento da escrita e depois falei aqui sobre os materiais utilizados na Antiguidade para escrever. Agora falta pouco para chegar ao modelo mais recente dos livros, os e-books. Acredito que apenas mais um post será necessário ou no máximo dois.


Na Idade Média o livro sofre um pouco, na Europa, por causa do excessivo fervor religioso e passa a ser considerado como um objeto de salvação. A característica mais marcante da Idade Média é o surgimento dos monges copistas, homens dedicados em período integral a reproduzir as obras. Nos monastérios era conservada a cultura da Antiguidade. Apareceram nessa época os textos didáticos, destinados à formação dos religiosos.

O livro continua sua evolução com o aparecimento de margens e páginas em branco. Surge a pontuação no texto e o uso de letras maiúsculas. Também aparecem índices, sumários e resumos, e na categoria de gêneros, além do didático, aparecem os florilégios (coletâneas de vários autores). Progressivamente aparecem livros em língua vernacular, rompendo com o monopólio do latim na literatura. O papel passa a substituir o pergaminho.

Mas a invenção mais importante foi a impressão, no século XIV. Consistia originalmente da gravação em blocos de madeira do conteúdo de cada página do livro. Os blocos eram mergulhados em tinta e o conteúdo transferido para o papel, produzindo várias cópias.
Foi em 1405 que surgia na China, por meio de Pi Sheng, a máquina impressora de tipos móveis, mas a tecnologia que provocou uma revolução cultural moderna foi desenvolvida por Johannes Gutenberg.


Na Idade Moderna, no Ocidente, em 1455, Johannes Gutenberg inventa a imprensa com tipos móveis reutilizáveis de metal.

Gutenberg vivia numa região caracterizada pelo cultivo de vinho. Prensas de vinho já eram utilizadas para a obtenção do vinho, a fim de “ex-primir” o suco das uvas. A prensa de vinho foi tomada como molde embora ainda fosse necessário muito trabalho para transformá-la numa impressora tipográfica.
A suspensão da placa, que não deveria girar, foi uma importante inovação. A semelhança com as prensas de vinho desta época é inconfundível.
Com ajuda do torniquete da prensa, imprime-se a placa com o papel sobre os caracteres. Enquanto um artesão imprime, o outro aplica tinta nos caracteres, sempre de forma alternada.
A prensa fornece uma face de texto muito mais homogênea do que a que os melhores escribas da época eram capazes de fazer manualmente.


O primeiro livro impresso nessa técnica foi a Bíblia em latim. Houve certa resistência por parte dos copistas, pois a impressora punha em causa a sua ocupação. Mas com a impressora de tipos móveis, o livro popularizou-se definitivamente, tornando-se mais acessível pela redução dos custos da produção em série.

Página de um exemplar da Bíblia de 42 linhas, o primeiro livro europeu
impresso por processo industrial, na oficina de Gutenberg em Mainz.

A rápida reprodução de textos com tipos móveis levados ao prelo foi um acelerador decisivo para a difusão das idéias do Humanismo, da Renascença, e também depois de 1500, do Protestantismo, ajudando a levar a termo o sombrio período da Idade Média e o monopólio cultural da Igreja Católica.
Bulas e panfletos, propaganda religiosa, foram os primeiros meios de comunicação de massas que saíram dos prelos de Gutenberg.

* prelo: máquina tipográfica de impressão; prensa.

Passados 350 anos depois da revolucionária invenção de Gutenberg, a impressão passou por poucos aperfeiçoamentos. A Revolução Industrial mudou o curso da Imprensa, mecanizando o processo da impressão.

Do papiro ao e-book [parte 1]

17 de março de 2012

Continuando o assunto da "evolução" do livro que eu comecei nesse post, hoje vou falar que materiais foram utilizados depois do uso da pedra, argila e madeira para se escrever na Antiguidade.


Papiro

O papiro foi o primeiro material produzido pelo homem a partir de fibras vegetais. Foi o papiro que forneceu à humanidade um dos principais instrumentos do progresso: o papel.

Foi por volta de 2500 a.C. que os egípcios desenvolveram a técnica de fabricar folhas de papiro, considerado o precursor do papel. O papiro era encontrado nas margens do rio Nilo.
Para confeccionar o papiro, corta-se o miolo esbranquiçado e poroso do talo em finas lâminas. Depois de secas, estas lâminas são mergulhadas em água com vinagre para ali permanecerem por seis dias, com propósito de eliminar o açúcar. Outra vez secas, as lâminas são ajeitadas em fileiras horizontais e verticais, sobrepostas umas às outras. A seqüência do processo exige que as lâminas sejam colocadas entre dois pedaços de tecido de algodão, sendo então mantidas e prensadas por seis dias. E é com o peso da prensa que as finas lâminas se misturam homogeneamente para formar o papel amarelado, pronto para ser usado. O papiro pronto era, então, enrolado a uma vareta de madeira ou marfim para criar o rolo que seria usado na escrita.

Este papel (papiro) era utilizado pelos escribas egípcios para escreverem textos e registrarem as contas do império. Vários rolos de papiro, contando a vida dos faraós, foram encontrados pelos arqueólogos nas pirâmides egípcias.

O papiro tinha outras funções no Egito Antigo. Os artesãos utilizavam a planta para a fabricação de cestos, redes e era também utilizado como alimento pelas pessoas mais pobres e também para alimentar o gado.

Como papel ele foi adotado pelos gregos, romanos, coptas, bizantinos e árabes. Grande parte da literatura grega e latina chegou até nós em papiros. Ele continuou a ser utilizado até a Idade Média.

Muitos papiros ainda existem em museus. Uma parte do papiro Rhind foi depositado no Museu Britânico, em Londres. Ele fala sobre matemática (informações sobre aritmética, frações, cálculo de áreas, volumes, progressões, repartições proporcionais, regra de três simples, equações lineares e trigonometria básica).










Pergaminho

É o nome dado a uma pele de animal, geralmente de cabra, carneiro, cordeiro ou ovelha, preparada para nela se escrever. Designa ainda o documento escrito nesse meio. O seu nome lembra o da cidade grega de Pérgamo, na Ásia Menor, onde se acredita que possa ter se originado ou distribuído.

Quando feitos de peles delicadas de bezerros ou cordeiros, eram chamados de velino. Estas peles davam um material de escrita fino, macio e claro, usado para documentos e obras importantes.

Nos mosteiros cristãos eram mantidas bibliotecas de pergaminhos, onde monges letrados no período se dedicavam à cópia de manuscritos antigos, devendo-se a essa atividade monástica a sobrevivência e divulgação dos textos clássicos da cultura grega e latina no Ocidente, principalmente à época do Império Bizantino.


Códice (ou Codex)


O códice (ou codex, da palavra em latim que significa "livro", "bloco de madeira") é um livro manuscrito, em geral do período da Antiguidade tardia até a Idade Média.

É um avanço do rolo de pergaminho e gradativamente o substituiu como suporte da escrita.

O códice foi o modelo preliminar do livro moderno. Era composto de folhas que eram dobradas, agrupadas e amarradas ao longo da dobra. As páginas eram escritas em ambos os lados e protegidas por uma capa. Os primeiros códices não se pareciam muito com os livros de hoje, mas assim como acontece com a maioria das invenções, o códice foi modificado e adaptado de acordo com as necessidades e preferências daqueles que o usavam.

Pelas vantagens oferecidas pelo códice, tais como a praticidade para manusear, mais fácil de carregar, cabia mais informações, era mais econômico pois podia-se escrever nos dois lados da folha e juntar vários livros no mesmo volume e segundo algumas pessoas, a facilidade com que trechos específicos podiam ser localizados no códice foi fundamental para sua aceitação entre cristãos e certos profissionais, como advogados. Além disso, o códice tinha uma capa, geralmente de madeira, o que o tornava mais durável que o rolo.

- O códice contribuiu muito para a distribuição da Bíblia.


Mais que rabiscos

26 de fevereiro de 2012

Nos próximos posts falarei detalhadamente sobre as etapas pelas quais o livro passou até ele se tornar como o conhecemos. Porém, resolvi fazer um post introdutório apenas com curiosidades sobre uma das invenções mais importantes da humanidade: a escrita.

Se há uma coisa que me faz bem, é ler. Passar o tempo, sentir as mais diversas sensações, imaginar certas situações, lugares, pessoas... A leitura é uma coisa maravilhosa e só nos foi proporcionada graças à escrita.

O estudo da história foi dividido em dois períodos, a pré-história e a história. E o que motivou a ocorrer essa divisão se deve ao surgimento de registros escritos. A importância da escrita para a história e para a conservação de registros vem do fato de que os registros permitem o armazenamento e a propagação de informações não só entre indivíduos, mas também por gerações.
Com essa conquista, também possibilitou a oportunidade de conhecermos um pouco das antigas civilizações, descobrir como elas viviam, como era a agricultura, suas relações sociais entre outras peculiaridades.

As escritas mais antigas são a escrita cuneiforme usada pelos sumérios, na Mesopotâmia (atual Iraque) e os hieróglifos pelos egípcios, no Antigo Egito. Ambos os sistemas de escrita foram criados 4000 a.C.


Antes da escrita, além das marcas produzidas pelo decalque de suas mãos os homens da pré-história também desenhavam, com muita habilidade, as coisas que os cercavam.
Tive um professor de história que chamava de magia simpática, ou seja, desenhavam nas paredes das cavernas aquilo que eles desejavam que acontecesse, como por exemplo realizar uma caça bem sucedida.

Dos primeiros registros mais simples as escritas evoluíram para formas mais complexas, onde cada idéia era representada por um signo, são as chamadas escritas ideográficas. Os hieróglifos egípcios são um exemplo desse tipo de escrita.
Chineses e japoneses possuem escritas ideográficas até os dias de hoje.

As primeiras formas de escrita eram simples, com poucos signos e feitas sobre superfícies como argila, pedra ou madeira.





Pedra de Roseta

O Primeiro texto bilíngue a ser recuperado na história moderna, a Pedra de Roseta logo despertou grande interesse pela possibilidade de conter uma tradução da antiga língua egípcia, até então nunca decifrada.

O bloco de pedra apresenta glifos cunhados em três partes distintas. Cada parte revela um tipo de escrita que em nada se assemelha às demais. As três formas, depois de estudos, constatou-se que eram um texto em: Hieróglifos, Demótico egípcio e Grego clássico.

A pedra foi encontrada no Egito em agosto de 1799, por soldados do exército de Napoleão Bonaparte. Devido aos termos da capitulação francesa diante do Reino Unido em 1801, a pedra foi cedida às autoridades militares britânicas e depositada no Museu Britânico, onde se encontra até hoje.



Código de Hamurabi

Expõe as leis e punições caso essas não sejam respeitadas. Ele era exposto livremente à vista de todos, de modo que ninguém pudesse alegar ignorância da lei como desculpa. No entanto, poucas pessoas sabiam ler naquela época (com exceção dos escribas).

O Código de Hamurabi é um dos mais antigos conjuntos de leis escritas já encontrados, e um dos exemplos mais bem preservados deste tipo de documento da antiga Mesopotâmia. Hoje se encontra no Museu do Louvre.

Pontos principais do código de Hamurabi:
- lei de talião (olho por olho, dente por dente)
- falso testemunho
- roubo e receptação


"Olho por olho e o mundo acabará cego." Mahatma Gandhi



Paleografia é a ciência que estuda as escritas antigas, seus símbolos e significados.

A civilização fenícia foi uma cultura comercial marítima empreendedora que se espalhou por todo o mar Mediterrâneo durante o período que foi de 1500 a.C. a 300 a.C.
O alfabeto fonético fenício é tido como o ancestral de todos os alfabetos modernos.


Como surgiram os sebos

8 de fevereiro de 2012

   Hoje senti vontade de falar sobre os sebos, pensar sobre eles me faz lembrar de quando eu era criança e meu pai ia a sebos comprar livros didáticos para recortar figuras para os meus trabalhos e eu sempre ficava imaginando os tais sebos, muito diferentes do que realmente são.
Não sei porque nunca pedi para ir com o meu pai, e lembro como se fosse hoje a primeira vez que entrei em um. Tive a sorte ou azar de ir em um que em nada parecia com o que eu tinha imaginado, era até bem bonitinho, parecendo uma mini-livraria. Depois fui em outros que eram bem desorganizados e sujinhos.
A primeira vez que eu fui, realmente foi para matar a curiosidade, das outras vezes eu cismei que queria encontrar algo "especial", algo que me faria pensar "é esse que vou levar", mas ainda não aconteceu. Na verdade eu ainda não tive a oportunidade de ir com calma e para ir nesses lugares é preciso de tempo para poder procurar.
Então fiz o post para contar o por que do termo "sebo", quando eles surgiram e também para esclarecer que não são vendidos apenas livros velhos ali.


    Os sebos surgiram no século XVI, na Europa, quando os mercadores começaram a vender a pesquisadores papiros e documentos importantes da época.
Segundo o historiador Leonardo Dantas Silva, esses mascates eram chamados de alfarrabistas (alfarrábio significa livro velho e raro), nome que os acompanha até hoje em países como a França e Bélgica, onde essa atividade é considerada essencial para historiadores e pesquisadores em geral.
Os primeiros sebos no Brasil demoraram a aparecer, somente por volta da metade do século XIX.

    O nome sebo vem do tempo em que não havia luz elétrica e as pessoas liam à luz de velas. As velas, naquele tempo, eram feitas de gordura, de sebo. Conforme iam derretendo, acabavam sujando os livros, que ficavam engordurados, ensebados, sebentos, termo que evoluiu a sebo.

   Outros dizem que os estudantes e leitores vorazes por irem a todos os lugares com um livro embaixo do braço acabavam por torná-lo sujo, ensebado. Por isso, os alfarrabistas, vendedores de livros velhos, ficaram conhecidos no Brasil como caga-sebos, e com o tempo a livraria que negocia usados ganhou o nome de sebo.


O que é um sebo? 
Os sebos são livrarias que vendem livros usados com preços mais baixos em relação às livrarias tradicionais.

O que é vendido em um sebo?
Ao contrário do que muita gente imagina um sebo não vende apenas livros velhos, mas também livros novos, cds, discos de vinil, gibis e revistas. Os preços podem variar, vai depender da raridade e do estado de conservação.

Por que comprar em um sebo?
Eu acho interessante comprar em sebos livros que não são mais encontrados em livrarias tradicionais ou mesmo livros novos que por serem usados tem um preço mais acessível ou encontrar raridades.


Caso você queira ir a um sebo e não saiba onde tem na sua cidade, encontrei um site que lista os sebos de diversas cidades:
Lista de Sebos

Ou se não quiser sair de casa, há sebos online, tais como:
Estante Virtual
Sebos Online
* nunca comprei em nenhum deles.


E você, já foi em um sebo ou gostaria de ir em um?