Bay Kennishe e Daphne Vasquez, ambas as garotas tem 16 anos quando descobrem o impensável: elas foram trocadas, no hospital, ao nascer. Bay cresceu em uma família rica, com o carinho e atenção de John e Kathryn ao lado do irmão mais velho, Toby. Porém ela sempre se sentiu intrigada em relação a sua família, se achando diferente deles, não somente fisicamente mas também quanto ao modo de pensar e agir em determinadas situações. Após uma aula de biologia ela descobre ser impossível ter o tipo sanguíneo que tem comparado ao tipo sanguíneo dos pais e então tudo começa, pois eles decidem descobrir o que há de errado e após constatarem que Bay de fato não é sua filha biológica, entram em contato com o hospital em busca da verdade, descobrindo a troca. Para a família de Daphne o choque foi ainda maior, ou talvez não. Daphne cresceu em uma família pobre ao lado da mãe solteira, Regina, e a avó e quando criança teve meningite que causou a perda da sua audição.
Após as duas famílias se encontrarem começa um dos maiores conflitos: o que eles farão? Elas trocarão de casa, de família, como se tudo no passado não mais existisse? Então eles chegam a conclusão de que as duas famílias precisam se juntar, pensando no bem de Bay e Daphne, concordando em morar na mesma casa. Nem preciso dizer que em consequência surgirá muita confusão e reviravoltas, não é?
Também conhecemos outros personagens, dentre eles o Emmett, melhor amigo de infância da Daphne, que é um fofo! Já o irmão da Bay e seu melhor amigo são bem engraçados e se metem em várias confusões.
Além da série abordar um assunto tão complicado quanto a troca de recém-nascidos em hospitais, e sim, isso acontece de verdade em todo o mundo, também retrata as dificuldades que os deficientes auditivos enfrentam todos os dias em suas vidas quando precisam lidar com pessoas que escutam em uma sociedade que descarta as diferenças.
Achei muito interessante a abordagem, apesar de imaginar as dificuldades em não escutar e precisar viver em um lugar onde a maioria pode ouvir, nunca conheci um surdo e então não tinha a menor ideia do que eles realmente pensam e sentem. Apesar de ser apenas uma série da para ter uma boa ideia das dificuldades e frustrações. É demonstrado o problema de comunicação entre um ouvinte e um surdo e apesar de ser óbvio, nunca pensei que eles pudessem se sentir frustrados por isso. Os pré conceitos também estão presentes e além disso é retratado a falta de paciência em lojas e restaurantes para atender apressadamente alguém que não consegue escutar e muitas vezes falar.
Acho que falta muita coisa nas pessoas, não somente preparo para atender, mas principalmente se importar com o próximo. Ninguém precisa fazer curso de linguagem dos sinais para pelo menos dar tempo para o outro tentar se comunicar. Da mesma forma que não adianta calçadas com rebaixamentos para cadeirantes e simplesmente o semáforo fechar e abrir em questão de 20 segundos. Bom senso e respeito, é o que claramente falta na nossa sociedade.
Tenho certeza que o interesse em aprender libras aumentou não somente em mim, mas em muitos telespectadores, pois cheguei a ler comentários numa comunidade da série falando sobre o assunto. Mas uma coisa eu achei bem curiosa, sempre achei que os sinais fossem os mesmos aqui no Brasil e no restante do mundo, mas não são e isso certamente dificulta ainda mais a comunicação.
Curiosidade: os atores que interpretam Emmett e a sua mãe são realmente surdos e a atriz que interpreta Daphne praticamente não escuta devido a uma doença.